A vida de Jackson Sanches
Autora: Hanna Kitamura Delgado Fernandes
Cap. 01 (2° parte):
Jack não acreditava que sua mãe havia morrido, ele agora estava sozinho no mundo. Com 11 anos ele era a criança mais rica da América.
Bom, eu sou Jackson Sanches e minha vida não é uma caixinha de surpresas e sim um amontoado de decepções. Cresci pensando que seria feliz pra sempre, mas a realidade não é como a gente espera , ela vem imprevisivelmente. Tenho 30 anos e mal consigo acreditar que estou vivo até hoje.
Com 11 anos perdi minha mãe e no dia de seu velório, meu pai biológico apareceu, eu, estava muito triste, mas ele pediu uma chance pra cuidar de mim, e eu dei. Ele começou a dormir na minha casa, meu tio Alexandre não queria ele por perto de jeito nenhum, mas eu dei uma chance a ele e então eu deveria cumprir com a minha promessa. Ele começou a me agradar, falava que me amava, disse também que só não me assumiu porque minha mãe veio embora. Eu era criança e inocentemente acreditei no seu discurso, não imagina que esse meu ''pai'' seria o percursor de todo o meu sofrimento.
Eu fiquei bem, me recuperei, perdoei o meu pai, dei uma chance a ele, mas eu não imaginava que ele era uma pedófilo. Ele começou a dormir no meu quarto, contava histórias de ninar e dizia que me amava. Começou passando a mão em mim, eu não entendi o porque daquilo, mas não queria desaponta-lo, não queria que ele fosse embora. Depois de um tempo, ele me abusou e disse que se eu contasse pra alguém, ele me mataria. Eu queria morrer mesmo e contei tudo para o meu tio Alexandre, meu tio que era segurança de um banco na Espanha, um grande atirador e faixa preta em artes marciais matou o meu pai ali na sala, a facadas, murros, chutes e socos. Ele não se deu conta que eu estava lá, vi tudo.
The New York Times já tinha sua capa para manhã seguinte, um estupro e uma cena horrenda de um assassinato brutal. Sangue espalhado por todo o carpete da sala, o olho dele ainda estava aberto, a boca estava cheia de sangue, meu tio que sempre foi uma pessoa muito calma, bateu com muita raiva no meu pai a ponto de desmaia-lo em poucos minutos. Depois de desmaia-lo, Tio Alexandre jogou um balde de água fria para acorda-lo, quando meu pai acordou, meu tio o golpeou com 9 facadas no peito. Eu contei, eu estava ali, me senti aliviado, de alguma forma, eu estava gostando de assistir tudo aquilo. Em nenhum momento meu pai reagiu, ele não era louco, ele me estuprou conscientemente e sabia que aquilo era errado. Eu me tranquei no quarto, não conseguia chorar, pois me senti realizado de ver o meu pai morto ali na sala , mas meu tio gritou e chorou muito alto, ligou pra policia e disse tudo, não sei oque ele disse, mas ele foi preso. Policiais me tiraram do quarto, me levaram pro hospital, fizeram exames em mim, me senti invadido, parece que as coisas ainda estavam impunes e o meu desejo de vingança crescia mesmo sabendo que o monstro do meu pai estava morto.
Me levaram para uma sala toda fechada, com pouca iluminação, minutos depois uma mulher entra e se apresenta como Dra. Mayumi Honda, ele era uma psicologa, não disse qual era sua profissão, mas disse que iria me ajudar. Não confiei nela, porque todas as pessoas que eu confiava morriam ou me magoavam , não fiz nada do que ela pediu que eu fizesse. Mayumi queria que eu fizesse um desenho, mas eu não conseguia tirar os olhos dela porque ela se parecia muito com a minha mãe, não fisicamente, mas o jeito de se expressar, de agir e de falar. Acabei cedendo ao pedido da psicologa e fiz um desenho da mesma cena que eu vi na noite passada, meu pai morto na sala. Ela perguntou o porque do desenho e eu não disse nada, fiquei calado o tempo inteiro. Ela me levou pra almoçar em um restaurante perto do prédio onde estavamos e me perguntou se eu tinha mais alguém, eu disse que não tinha ninguém, somente o meu tio Alexandre. Ela disse que eu tinha uma avó que morava na Espanha e que essa avó iria cuidar de mim até que tudo se resolvesse. Não sabia o que pensar, fiquei desnorteado.
Minha avó, que era mãe biológica da minha mãe, veio na manhã seguinte, quando eu ainda estava em um hospital passando por exames. Ela chegou até mim e disse:
- Então é você o menino que sua mãe escondeu de nós?
E eu retruquei:
- Minha mãe não me escondeu de ninguém. Ela só estava me protegendo.
Ela respondeu:
- Eu vou cuidar de você e juntos vamos tirar o seu tio da cadeia.
O julgamento do meu tio conteceu no outro dia...
Em breve 3° parte do 1° cap.

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