quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A vida de Jackson Sanches- Cap. 01 (4°parte)

                    A vida de Jackson Sanches 


Autora: Hanna Kitamura Delgado Fernandes 

Cap. 01, 4° parte: A revelação. 


Sim, meu tio Alexandre é latino e cubano, mas viveu na Espanha a vida inteira antes de vim pra Nova York e apesar de ter convivido muito tempo com a minha mãe, ele se considera o oposto dela. Eu não sei de nada, até porque vivi pouquíssimo tempo com ela, tenho somente algumas lembranças remotas de alguns momentos felizes e a maioria do que eu sei, foi o que me falaram. 
Daqui a pouco, Dra. Honda visitara o meu tio e espero fazer algumas perguntas para ambos mentirosos, fiquei pensando a noite inteira o porque que eles esconderam esse relacionamento de mim e de todos. 
Alguém está batendo a porta, vou atender. 
- Oi Dra. Honda, como vai?
- Olá Jack, estou ótima, onde está o seu tio?
- Me acompanhe por favor. 
- Meu tio não está em casa, mas preparei essa sala especialmente pra você... Dra. Honda quero que me explique tudo que está acontecendo e tudo que aconteceu comigo. Porque você mentiu sobre mim? Fiquei curioso sobre seu caso com meu tio e visitei seu consultório a noite e peguei alguns arquivos pra descobrir mais sobre isso.. E olha o que eu encontrei...(choro) Eu não consigo acreditar que eu matei meu pai ... Porque meu tio se incriminou?  Porque não me contaram isso antes? Eu tinha o direito de saber. 
- Jack, acalme-se... As coisas estariam bem pior se você soubesse disso. Entenda-nos, por favor.
- Não, eu não consigo entender...
- Tudo bem, sente aqui e eu vou lhe contar tudo. 
(choro)
- Jack, você teve motivos pra matar o seu pai, afinal ele abusou sexualmente de você.  E apesar  de mata-lo a facadas, naquele momento, o seu cérebro desenvolveu um mecanismo de defesa para que você se esquecesse substancialmente do que fez e inconscientemente conseguisse esconder o fato de ter assassinado seu pai. Foi algo muito traumático e seu tio não queria que você passasse a vida em um reformatório psiquiátrico. Ele viu você dando o golpe fatal no seu pai e não te impediu porque sabia que tudo seria pior se seu pai permanecesse vivo. Depois disso, você desmaiou e recuperou a consciência após 10 minutos, esse foi tempo suficiente para que seu tio limpasse qualquer evidência que incriminasse você. Você não sabe disso, mas seu tio manteve uma vida dupla na Espanha, ele também era um assassino profissional e então sabia exatamente como se incriminar e limpar qualquer vestígio. Ele também poderia ter eliminado o corpo, mas o desaparecimento do seu tio iria levantar muitas suspeitas. Ele pensou em tudo Jack, ele te limpou, te colocou no quarto e quando você acordou, ele te contou uma versão dos fatos que você aceitou, isso porque a sua mente reprimiu o que aconteceu de verdade. Eu já estava namorando com seu tio e o compreendi perfeitamente, por isso fui sua terapeuta Jack. Te analisei por todos esse anos, mas também criei uma empatia muito grande por você, a ponto de nunca quebrar o sigilo apesar de quebrar a toda a ética profissional que eu havia aprendido na faculdade. 
- Eu não consigo acreditar... Como um garoto de 11 anos consegue matar um homem adulto? Porque meu tio nunca me disse nada sobre isso?
- Jack, você o apunhalou pelas costas, ele tropeçou e caiu batendo a cabeça no chão e assim perdeu a consciência por um tempo. Você jogou água nele pra acordar e logo o esfaqueou novamente. Seu tio nunca te disse isso, porque sabia que você ficaria mais traumatizado ainda. 
- E isso aqui Dra. Honda, eu fui diagnosticado com transtorno de personalidade anti-social? Eu sou um sociopata... Por isso que as emoções são tão estranhas pra mim.. Por isso eu mato as pessoas sem nenhum rancor. Porque você não me revelou isso antes? 
- Entenda Jackson, você não é culpado por isso e o diagnostico foi feito posteriormente. Eu e seu tio decidimos não contar pra você, porque você certamente iria se revoltar mais ainda. 
- Enquanto minha Avó, ela sabe disso?
- Ela não sabe disso Jack. 
- (choro)
Não foi fácil acreditar nisso, mas naquele instante minhas memórias e traumas passaram como um filme na minha cabeça. Entender que eu tenho um motivo pra matar assassinos e estupradores me deixa um pouco aliviado, eu sou um doente, um assassino patológico e um sociopata no auge da satisfação de desejos ocultos e sombrios. 
Nada disso me deixou mais chateado do que me atrasar para um encontro de negócios com meu tio. Será que matar um ex assassino profissional seria reconfortante pra mim? 

Em breve 2° capitulo. 


terça-feira, 29 de novembro de 2016

A vida de Jackson Sanches - Cap. 01 (3° parte)



A vida de Jackson Sanches

Autora: Hanna Kitamura Delgado Fernandes 

Cap. 01 (3° parte)    Alexandre Sanches. 



Eram 10 horas da manhã de um dia ensolarado quando aconteceu o julgamento de Alexandre Sanches. Acusado de tortura seguida de morte, Tio Alexandre facilitou a investigação contando como foi os detalhes do crime para a policia. Os exames feitos em mim denunciaram o estupro cometido pelo meu pai. Pessoas que eu nunca vi na vida estavam protestando do lado de fora do fórum a favor do meu tio, a mídia estava ansiosamente esperando a decisão do juiz para sentenciar suas publicações nos jornais da metrópole Estaduniense, o advogado de defesa estava em extâse com sua aparição pública e não mediu esforços para desempenhar o seu papel da melhor forma possível. 
Era uma história lamentável, mas ninguém realmente se preocupava com as consequências que tudo isso causaria na minha vida. 
No juri popular tinha mulheres, negros, gestantes e idosos. Ninguém queria condenar alguém que matou um estuprador de criancinhas. Eles certamente compreenderiam o lado do meu tio. A juíza Dra. Carrey nunca se sentiu tão pressionada com tamanha intimidação popular, tanto na mídia como nas opacas ruas de uma sociedade onde a Justiça era cega e os cidadãos se viam obrigados a comete-la com as próprias mãos
As pessoas estavam cansadas.
Depois de horas de audiência, foi dado o veredito. A juíza, em bom som declarou:
- O réu foi absolvido pelo juri popular, mas cumprirá pena de reclusão durante 1 ano na prisão de segurança mínima no distrito de Albani. 
Durante um ano , não frequentei espaços públicos e preferi ficar sozinho, mas o meu ódio só diminua quando eu quebrava tudo a minha volta. Minha consciência não pesava com minhas atitudes, ver o meu tio na cadeia me deixou abalado. Tio Alexandre saiu do fórum algemado, humilhado, triste e olhando para as pessoas com frieza e desprezo. Se despediu da minha avó e disse:
- Esse é só o começo...

O meu aniversario havia chegado e eu não conseguia esconder tamanha tristeza de me deparar com tanta desgraça na minha vida. Não mantive nenhuma relação social com ninguém, ficava o dia todo no meu quarto jogando vídeo game e a tarde tive aulas particulares, pois não conseguia e nem queria frequentar a escola. 

01 ano depois...
Dia 04 de agosto de 2002, o grande dia da saída do meu tio da prisão. Confesso que estava ansioso e feliz, porque sabia que toda a moralidade e rigidez social de minha avó, que já estava me sufocando, estaria por fim. Avó Mercedez conseguiu mudar drasticamente desde a prisão do meu tio, em poucos dias que eu a conhecia desde a morte do meu pai, ela se transformou em outra pessoa. Ela começou a assumir uma postura muita rígida, mas ao mesmo tempo muito protetora. Me senti seguro no começo, mas depois aquilo estava me deixando louco. 
Eu e minha avó estávamos esperando meu tio na prisão, quando repentinamente, apareceu um amontoado de jornalistas. Meu tio saiu as pressas e logo entrou conosco no carro
 sem dar uma palavra. Fiquei frustado, porque eu estava esperando pelo menos um abraço, não sabia, que mesmo aquela prisão de segurança mínima, poderia corromper a personalidade do meu tio. 
- Oi tio...
- Oi Jack, como vai amigão ? Oi mãe ...  
- Oi meu filho, me diga como está? 
- Prefiro conversar depois, nunca me senti tão mal em toda a minha vida. 
Fiquei em silêncio e comecei a olhar pela janela do carro, engoli o choro e respirei profundamente. 
Chegamos em casa, e percebi o quanto que a presença do meu tio conseguia tranquilizar minha avó, apesar de estar junto com o que restava da minha família, ainda sim, me sentia só. 

Nos dias de hoje... 
Hoje eu quase fui pego pela gangue da cidade, ser um tipo de justiceiro mortal me faz, passar por situações inimagináveis. Durante minha adolescência, percebi que tinha um poder especial, mesmo que eu falasse algo inadmissível, as pessoas concordavam comigo sempre. E, quanto mais o tempo passava, mais acentuado ficava esse tipo de persuasão. 
Agora estou aqui, comendo uma pipoca, no meu apartamento localizado no Harlen, sai do Brooklyn há algumas semanas.Ainda continuo sendo um dos caras mais ricos de Nova York, mas quem cuida de toda parte financeira é meu tio. 
Meu tio, com certeza é o cara que eu mais respeito em toda Nova York , mas, ultimamente ele está muito estranho. Ele vive se queixando de dores estranhas. Os levamos aos mais conceituados médicos de NY, fizemos todo tipo de exame que se possa imaginar, mas não conseguimos achar nenhuma evidência fisiologica dessa suposta dor. Pensei em como poderia ajuda-lo, porque ele fez tudo pra mim, ele me protegeu, ele foi tudo pra mim.
Em um momento efêmero pensei que pudesse ajuda-lo de uma forma mais peculiar pra ele, porque pra mim com certeza não era. Fui até a Dra. Mayumi Honda, aquela mulher que me ajudou quando meu pai morreu, uma mulher excepcional pra mim e quando cheguei ao seu consultorio, consegui enxergar o meu passado refletido na minha mente, as lagrimas foram inevitaveis, todo o sentimento reprimido veio substancialmente no momento que reencontrei aquela mulher. No momento em que ela me deitou em seus braços, eu me lembrei da minha mãe. A impreterível projeção que eu havia feito em Mayumi, ainda estava mais viva do que nunca. Olhei pra ela e disse:
- Dra. Honda! Quanto tempo! Preciso muito da sua ajuda... Como se eu precisasse de dizer isso, já que essas atitudes já me condenaram. 
- Jack, eu prometi cuidar de você... Lembra? Pode dizer o que você precisa!
- Bom, não é sobre mim, mas... com certeza você pode me ajudar, se quiser, claro!
- Claro, pode falar...
- É sobre o meu Tio Alexandre.
- Sim, o que aconteceu?
- Preciso que o diagnostique urgentemente. 
- Tudo bem, mas você pode me adiantar algo?
- Sim, ele está insistindo em dores estranhas, eu sei que ele não esta tão novo assim, mas o levei em diversos médicos e não tivemos sucesso em obter alguma razão fisica pra tudo isso. 
- Sim... e o que mais..
- Ele ainda é muito retrógrado, por isso não sei se ele vai aceitar nossa ajuda....
- Jack, deixa comigo. Vou conversar com ele... Você acha que eu ainda não sei lidar com aquele homem teimoso?
- Mas... Como assim...?
- Não é nada Jack, acabei dizendo mais do que devia..
- Me diga agora o que está acontecendo Dra. Honda !
Nesse momento, acabe usando sem querer meu poder de persuasão, acabei me vendo em um beco sem saída, quera saber o que estava acontecendo...Até porque, sempre desconfiei da relação séria e um tanto quanto profissional que os dois conseguiam manter.
- Jack, é que eu e seu tio construímos uma profunda relação de amizade. Essa relação se estreitou tanto que acabamos namorando por um tempo, mas como não queria estragar o auge da minha carreira profissional acabei o deixando. Imagina, uma psicologa renomada como eu ser pega mantendo relações intimas com o tio de um paciente!
- Ok!
- Meu Deus, o que eu disse.. Não era pra você saber disso. 
- Tudo bem Dra; Honda, não pensei que você gostasse de Latinos e que meu tio gostasse de Ásiaticas. Você pode visita-lo amanhã?
- Sim, claro.
- Bom, vou indo. Até amanhã. 
- Ate amanhã... Jack.

Em breve 4° parte...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A vida de Jackson Sanches - Cap. 01 (2° parte)

A vida de Jackson Sanches 

Autora: Hanna Kitamura Delgado Fernandes 

Cap. 01 (2° parte): 

Jack não acreditava que sua mãe havia morrido, ele agora estava sozinho no mundo. Com 11 anos ele era a criança mais rica da América. 




Bom, eu sou Jackson Sanches e minha vida não é uma caixinha de surpresas e sim um amontoado de decepções. Cresci pensando que seria feliz pra sempre, mas a realidade não é como a gente espera , ela vem imprevisivelmente. Tenho 30 anos e mal consigo acreditar que estou vivo até hoje.
Com 11 anos perdi minha mãe e no dia de seu velório, meu pai biológico apareceu, eu, estava muito triste, mas ele pediu uma chance pra cuidar de mim, e eu dei. Ele começou a dormir na minha casa, meu tio Alexandre não queria ele por perto de jeito nenhum, mas eu dei uma chance a ele e então eu deveria cumprir com a minha promessa. Ele começou a me agradar, falava que me amava, disse também que só não me assumiu porque minha mãe veio embora. Eu era criança e inocentemente acreditei no seu discurso, não imagina que esse meu ''pai'' seria o percursor de todo o meu sofrimento. 
Eu fiquei bem, me recuperei, perdoei o meu pai, dei uma chance a ele, mas eu não imaginava que ele era uma pedófilo. Ele começou a dormir no meu quarto, contava histórias de ninar e dizia que me amava. Começou passando a mão em mim, eu não entendi o porque daquilo, mas não queria desaponta-lo, não queria que ele fosse embora. Depois de um tempo, ele me abusou e disse que se eu contasse pra alguém, ele me mataria. Eu queria morrer mesmo e contei tudo para o meu tio Alexandre, meu tio que era segurança de um banco na Espanha, um grande atirador e faixa preta em artes marciais matou o meu pai ali na sala, a facadas, murros, chutes e socos. Ele não se deu conta que eu estava lá, vi tudo. 
The New York Times já tinha sua capa para manhã seguinte, um estupro e uma cena horrenda de um assassinato brutal. Sangue espalhado por todo o carpete da sala, o olho dele ainda estava aberto, a boca estava cheia de sangue, meu tio que sempre foi uma pessoa muito calma, bateu com muita raiva no meu pai a ponto de desmaia-lo em poucos minutos. Depois de desmaia-lo,  Tio Alexandre jogou um balde de água fria para acorda-lo, quando meu pai acordou, meu tio o golpeou com 9 facadas no peito. Eu contei, eu estava ali, me senti aliviado, de alguma forma, eu estava gostando de assistir tudo aquilo. Em nenhum momento meu pai reagiu, ele não era louco, ele me estuprou conscientemente e sabia que aquilo era errado. Eu me tranquei no quarto, não conseguia chorar, pois me senti realizado de ver o meu pai morto ali na sala , mas meu tio gritou e chorou muito alto, ligou pra policia e disse tudo, não sei oque ele disse, mas ele foi preso. Policiais me tiraram do quarto, me levaram pro hospital, fizeram exames em mim, me senti invadido, parece que as coisas ainda estavam impunes e o meu desejo de vingança crescia mesmo sabendo que o monstro do meu pai estava morto. 
Me levaram para uma sala toda fechada, com pouca iluminação, minutos depois uma mulher entra e se apresenta como Dra. Mayumi Honda, ele era uma psicologa, não disse qual era sua profissão, mas disse que iria me ajudar. Não confiei nela, porque todas as pessoas que eu confiava morriam ou me magoavam , não fiz nada do que ela pediu que eu fizesse. Mayumi queria que eu fizesse um desenho, mas eu não conseguia tirar os olhos dela porque ela se parecia muito com a minha mãe,  não fisicamente, mas o jeito de se expressar, de agir e de falar. Acabei cedendo ao pedido da psicologa e fiz um desenho da mesma cena que eu vi na noite passada, meu pai morto na sala. Ela perguntou o porque do desenho e eu não disse nada, fiquei calado o tempo inteiro.  Ela me levou pra almoçar em um restaurante perto do prédio onde estavamos e me perguntou se eu tinha mais alguém, eu disse que não tinha ninguém, somente o meu tio Alexandre. Ela disse que eu tinha uma avó que morava na Espanha e que essa avó iria cuidar de mim até que tudo se resolvesse. Não sabia o que pensar, fiquei desnorteado. 
 Minha avó, que era mãe biológica da minha mãe, veio na manhã seguinte, quando eu ainda estava em um hospital passando por exames. Ela chegou até mim e disse: 
- Então é você o menino que sua mãe escondeu de nós? 
E eu retruquei:
- Minha mãe não me escondeu de ninguém. Ela só estava me protegendo. 
Ela respondeu:
- Eu vou cuidar de você e juntos vamos tirar o seu tio da cadeia. 
O julgamento do meu tio conteceu no outro dia... 

Em breve 3° parte do 1° cap. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A vida de Jackson Sanches - Cap. 01 (1°parte)

A vida de Jackson Sanches.

Autora: Hanna Kitamura Delgado Fernandes 

Cap. 1 (1°parte) Quanto vale um diploma?




Era um dia nublado com uma brisa suave vinda do norte, quando uma bela moça Latina com lábios pintados de batom vermelho, cabelos negros e encaracolados na altura do ombro e com um tom de pele bronzeada, começou um trabalho de parto no centro de Nova York. Ela se chamava Luna e havia chegado da Espanha há apenas 2 semanas e naquele momento o único sentimento que a acompanhava era medo e terror. Apesar de seu nome diferente, sua história era comum e seu destino era um tanto quanto previsível. 
Abandonada pelo pai de seu filho, Luna saiu de seu pais de origem atrás de um trabalho nas cozinhas da Capital Estaduniense. Ela que possuía louváveis diplomas de Gastronomia, conseguiu um emprego de auxiliar de cozinha em East Harlem, um bairro em Manhattan tipicamente latino. 
Ela havia acabado de sair do restaurante onde trabalhava em direção a uma exposição de arte no Centro,quando acabou caindo aos prantos no chão da Time Square, de tamanha dor que estava sentindo.  Logo  foi socorrida por uma Senhora com aparência de sessenta e poucos anos, com um cabelo branco como a neve, olhos azuis como o mais claro céu e de pele negra que destacava ainda mais a cor de seus olhos. A Sra Emily Thompson; como ela gostava de ser chamada, vestia roupas finas de seda, por cima um casaco aparentemente muito caro e um scarppan prateado que podia ser visto de longe de tanto que brilhava. Emily que não media esforços para ajudar as pessoas, estendeu a mão para a jovem que nunca havia visto na vida, prontamente chamou a ambulancia e acompanhou Luna durante todo o processo,  pagou suas despesas e solidaria a ajudou financeiramente com a criança, apesar de Luna negar a ajuda, Emily insistiu com muita veemência. Mal sabiam, que a partir dai, nasceria uma grande amizade.
Fora um parto de risco, pois a criança nasceu prematura e teve que ficar encubada por 2 mesês, Luna não desenvolveu o leite materno, o que dificultou e encareceu o tratamento de seu filho, mas a Sra Emily fez de tudo para ajuda-los. Havia algo em Luna que chamava a atenção de Emily, esta que também foi imigrante, mãe solteira, sofreu racismo e preconceito, sua família conservadora a expulsou de casa quando soube que ela havia engravidado, foi uma mulher desmoralizada pela sociedade, mas que construiu um império costurando roupas para as madames da Elite de Nova York, e posteriormente montando sua própria grife. Ela enxergava em Luna a mesma vontade de vencer.
Quando tudo se acertou, Luna decidiu seguir o próprio caminho com seu filho que ganhou o nome do filho morto de Emily; Jackson Sanches, que foi apelidado carinhosamente como Jack. Emily não tinha ninguém, Luna fora um presente na sua vida, então a fazia visitas regularmente e adotou Jack como seu próprio neto.
A jovem mãe, persistiu em seu trabalho no restaurante, mas o seu salário mal dava para pagar aluguel do apartamento. Emily não aguentava o tamanho orgulho de Luna e insistiu constantemente para que os dois fossem morar junto a ela, a  jovem acabou cedendo ao pedido de sua amiga. Luna saiu do restaurante em East Harlem e começou a trabalhar em um bairro caro no Brooklyn, ganhando dinheiro o suficiente para montar seu restaurante com a ajuda da amiga. Com o filho com 10 anos de idade, Luna já havia comprado sua casa e sua liberdade financeira, estava totalmente feliz por conseguir criar seu filho e ter vencido o momento mais difícil da sua vida, no entanto um telefonema abalou toda a sua estrutura. Sua amiga Emily havia falecido naquela manhã, um dia frio, mas com um céu tão azul como a cor de seus olhos. Era um dia de Inverno em Nova York, mas não se esperava que o frio chegaria com essa noticia. Luna entrou em choque, não conseguia acreditar que sua amiga estava morta, a única pessoa que a ajudou havia ido embora pra nunca mais voltar.
No mesmo dia, aconteceu o velório, Luna tocou no piano as melodias que Emily mais gostava. Todas as pessoas próximas a ela se emocionaram. Estava garoando, quando enterraram Emily, vieram pessoas de vários lugares para, pela ultima vez, se despedir dela.
Parentes de Emily, aqueles que a apunhalaram pelas costas, reivindicaram sua parte da herança, mas essa velha senhora já deixara registrado seu desejo de deixar tudo para seu neto de consideração, Jack seria o herdeiro de toda a fortuna de sua avó. Luna desenvolveu uma depressão profunda e convidou o seu irmão mais novo para morar junto com eles. Seu irmão Alexandre criou um vinculo muito forte com Jack, se tornando um verdadeiro pai para o menino. Luna foi fortemente afetada pela morte da amiga, não conseguia manter relações com as pessoas, não conseguia estabeler um vinculo afetivo com seu filho, se tornou apatica e parou de trabalhar.
Um ano depois, Luna tomou uma cartela de anti-depressivos e morreu , deixando tudo que construiu, inclusive o sofrimento, para Jack e Alexandre.

Em breve 2° parte do 1° capitulo


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

50 coisas pra fazer antes de morrer

1- Ver o por-do-sol em cima de uma montanha 

2- Passar uma semana acampando na praia

3- Aprender a cantar uma música em Italiano 

4- Fazer uma surpresa de aniversario fodastica para alguém que amo
 
5- Pedir alguém em casamento 

6- Casar de vestido vermelho ou preto 

7- Promover uma festa somente com mpb

8- Ir em um show da Marisa Monte 

9- Mergulhar em um oceano profundo 

10- Construir uma casa de árvore

11- Adotar uma manada inteira de gatinhos 

12- Fazer COSPLAY da Mystica- X-men 
13- Ficar um final de semana inteiro assistindo filmes pré selecionados 

14- Dirigir um caminhão 

15- Andar de trem bala
 
16- Cozinhar a comida do meu casamento 

17- Ter uma filha e colocar um nome louco nela 

18- Fazer psicoterapia

19- Inventar alguma coisa útil para o mundo 

20- Aprender Mandarim 

21- Conviver por uma semana com pessoas de cultura totalmente oposta a minha 

22- Fazer uma amizade com alguém que carregue as mesmas ideologias que eu

23- Tomar um chá de hortelã em um  restaurante em outro pais 

24- Concertar alguma coisa 

25- Ter uma sala de estar sem sofá, somente almofadas 

26- Ter tapetes na casa toda

27- Pintar meu cabelo de azul céu 

28- Deixar meu cabelo crescer até que ele chegue na bunda

29- Plantar uma árvore por dia durante um ano 

30- Ter um grande quintal e plantar árvores frutiferas 

31- Ter uma horta orgânica

32- Ensinar o meu cachorro a cagar em um lugar especifico 

33- Não ter nenhuma conta pra pagar 

34- Ter um jardim cheio de flores cheirosas

35- Criar meu próprio vinho que chamara KITA 

36- Ter uma maquina de bordar 

37- Ter uma lua de mel em um pais distante 

38- Criar uma conta fake e trollar meu irmão mais novo

39- Poder realizar algum sonho de uma pessoa que eu amo 

40- Doar meus orgãos (depois de morrer claro)

41- Ficar viciada em um game e ser a melhor do mundo kk

42- Fazer um sorvete e colocar na embalagem de outro sorvete e ver a reação das pessoas o comendo
 
43- Fazer drift com o carro 

44- Conhecer algum parente distante 

45- Pintar meus pelos do braço de verde 

46- Fazer uma tatuagem 

47- Compor uma música e dedica-la a alguém especial 

48- Aprender  a tocar algum instrumento músical 

49- Fazer uma pizza vegana 

50- Ter um ventilador de teto