Autora: Hanna K.
Um relato baseado na realidade de mulheres marginalizadas por homens medíocres e machistas.
Eu já não aguento mais tanta hostilidade e tanta falta de educação. Você me tratando assim só me faz chorar e ainda me faz te pedir perdão. Eu já nem sei mais o que eu sou e nem o que penso, tudo que eu já fui um dia, virou um relento. Como alguém assim, pode me dominar? Essa violência nunca vai acabar? Você já me fez de tudo, só ainda não me pôs a mão, um soco doeria menos do que esse jogo emocional, você sabe que me faz mal. Os meus olhos já secaram, não tem mais lágrimas não, tudo que eu te peço, para com isso, não faz isso comigo não. Me maltrata me humilha, eu já perdi o meu valor. Pra mim é natural sentir toda essa dor. Mesmo com tanta gente ao redor, acabo me sentindo só, a minha cabeça já não me deixa em paz, no momento grito, choro e no outro aceito e lamento o meu destino. Não posso sair dessa relação, o dinheiro da água e da luz eu não tenho não. Depende financeiramente, até parece que posso trabalhar ou até sair de casa de repente. Vivo a merce da ingratidão, a casa toda limpa e ainda me faz esfregar com a mão. A sujeira inconsciente é limpada facilmente, mas a dor do coração, não se apaga mais não.
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Mundão
Mundão
Hanna K.
Bom seria se o mundoAinda que tão confuso
Fosse um espaço para mim
Um lugar de boa convivência
Sem ruindade e desavenças
E ninguém vivendo de aparências
Como o mundo não é assim
Eu peço mais cumplicidade
Mais amor e mais verdade
Mais empatia e menos desamizades
Se colocar no lugar do outro
Amar o próximo como a ti mesmo
Não precisaria ser mandamento
Se empatia fosse um instrumento
terça-feira, 15 de maio de 2018
Jesus era negro
Jesus era negro
Hanna K.
Jesus era negroE era bem diferente do que dizem por ai
Ele não tinha olhos azuis
E muito menos cabelo liso
Jesus era negro
Era marginalizado
E foi condenado
Sem nenhuma defesa
Jesus era negro
Ele era da comunidade
Cresceu pobre
E estendeu a mão para os excluídos da sociedade
Jesus era negro
Não tinha nojo da lepra
Não tinha raiva da adultera
Não tinha ódio de bandido
Jesus era negro, meu amigo
E diferente de você
Ele amava de verdade
Amava sem vaidades
Bandido bom é bandido morto
O cristão diz por ai
Sabendo que Jesus condenava
O pecado e não o pecador
Bandido bom é bandido morto
O cristão diz por ai
Como você odeia o seu semelhante
E ama a quem nunca viu ?
Bandido bom é bandido morto
Comemoram a morte alheia
Menos um na sociedade
Eles gritam ! Crucifica-o
Libertem e soltem Barrabás.
Essa frase tem surtido muito efeito dentro da sociedade atual, e o estranho é que vem sendo dita por moralistas, cristãos e muitas vezes ''praticantes'' do protestanismo.A segurança pública incomoda? Isso é fato, mas os justiceiros prendidos no antigo testamento tem mostrado que se Jesus voltasse, o crucificariam novamente. Como conviver com uma sociedade que mais mata e mais morre, e que quer combater o crime com a morte? No Brasil, exceção é regra e regra é exceção, mas dentro de um fato que aconteceu recentemente, sobre a mãe que atirou no assaltante para se defender, é uma legitima exceção. E por ser uma legitima exceção, me coloco no lugar, já que pra defender um filho e outras crianças, não teria outra opção. Mas digo desde já, não há prazer na morte, e garanto que se não precisasse disso, seria melhor, mas não havia outra saída.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
A vida é como um pneu
Hanna K.
Muitas vezes na vida da gente
Saímos por ai, procurando o que fazer
Sem nem muito a dizer
Nos sentimos como se estivessemos
... Dirigindo um carro
Que quando muito bem controlado
Sabe o destino certo de tudo.
Quem dera fosse assim
Procuramos realizar aquilo que queremos
E angustiados, não sabemos
Os erros que cometemos.
Vamos andando e correndo por ai
Como pneu murcho
Não pensando o quanto é tarde
Não imaginamos que o pneu não é tão forte assim
Continuamos nossa rotina
Sem pensar nas consequências
Nem sequer se aquilo nos adoece ou não
Vamos vivendo
Deixando pro outro dia
Escolhas que podem mudar nossa vida hoje
A direção do carro não é mais a mesma
Você não está mais no controle da situação
Quando você freia um pouco
Quase que desaba o coração
Mas não tire a mão do volante
Vai dirigindo
O mundo diz com muito ''carinho''
Mas também com muita falta de educação
Chega um dia ...
Que o pneu já está rasgado de tanto andar murchado
E parece não ter mais solução
moral da história: Ainda bem que tem step no carro, mas a vida, meu amigo, é só uma, sem chances e arrependimentos.
Muitas vezes na vida da gente
Saímos por ai, procurando o que fazer
Sem nem muito a dizer
Nos sentimos como se estivessemos
... Dirigindo um carro
Que quando muito bem controlado
Sabe o destino certo de tudo.
Quem dera fosse assim
Procuramos realizar aquilo que queremos
E angustiados, não sabemos
Os erros que cometemos.
Vamos andando e correndo por ai
Como pneu murcho
Não pensando o quanto é tarde
Não imaginamos que o pneu não é tão forte assim
Continuamos nossa rotina
Sem pensar nas consequências
Nem sequer se aquilo nos adoece ou não
Vamos vivendo
Deixando pro outro dia
Escolhas que podem mudar nossa vida hoje
A direção do carro não é mais a mesma
Você não está mais no controle da situação
Quando você freia um pouco
Quase que desaba o coração
Mas não tire a mão do volante
Vai dirigindo
O mundo diz com muito ''carinho''
Mas também com muita falta de educação
Chega um dia ...
Que o pneu já está rasgado de tanto andar murchado
E parece não ter mais solução
moral da história: Ainda bem que tem step no carro, mas a vida, meu amigo, é só uma, sem chances e arrependimentos.
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