quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Trabalho: Bandido bom é bandido morto ?

 TÍTULO: BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO? UMA ANÁLISE A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA COM
JOVENS EM REGIME DE SEMILIBERDADE.
TÍTULO:
CATEGORIA: EM ANDAMENTOCATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAISÁREA:
SUBÁREA: PsicologiaSUBÁREA:
INSTITUIÇÃO(ÕES): UNIVERSIDADE DE FRANCA - UNIFRANINSTITUIÇÃO(ÕES):
AUTOR(ES): HANNA KITAMURA DELGADO FERNANDESAUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): THAIS SILVA CINTRAORIENTADOR(ES):

1. RESUMO
Pensando no quanto a atenção primária na saúde é importante, esse trabalho foi
desenvolvido a partir de uma experiência de estágio curricular em Psicologia da
Saúde na Universidade de Franca. O estágio foi realizado com um grupo de jovens
em regime de semiliberdade, com idade de 12 e 18 anos, sendo o objetivo a análise
de questões estimuladoras das medidas socioeducativas, através da experiência
vivenciada. A construção da relação, da comunicação e empatia permitiu que esses
jovens se expressarem sem repressão, revisitando suas expectativas de vida
através do conhecimento de novas possibilidades, o que fez entender que
definitivamente, bandido bom, não é bandido morto.

2. INTRODUÇÃO

O grupo atendido foi formado por jovens que estão sobre a medida de
Semiliberdade determinada pelo Centro de atendimento Socioeducativo ao
adolescente. A Fundação CASA tem a missão de aplicar medidas socioeducativas
de acordo com as diretrizes previstas no ECA e no SINASE, assistindo jovens de 12
a 21 anos incompletos em todo o Estado determinadas pelo poder judiciário. O novo
modelo municipalizado e ainda mais descentralizado demonstra avanços já que a
taxa de incidência que era de 29% na época do FEBEM, chegou a 15% em 2015.
(FUNDAÇÃO CASA, 2014). A Promoção de Saúde, tipo de prevenção que se
preocupa com um conceito que não restrinja a saúde a ausência de doença, mas
que seja capaz de atuar sobre seus determinantes sociais da saúde (CZERESNIA,
2009). Ou seja, é importante entender que a promoção de saúde não abrange
somente questões biológicas, mas também áreas sociais, desde o acesso a
educação até a compreensão dos índices de violência.

3. OBJETIVO

Através da experiência vivenciada, analisar questões socio culturais relacionada as
medidas socioeducativas e sua eficácia.

4. METODOLOGIA
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Foram realizados doze encontros, um por semana, com carga horaria de três horas,
totalizando em trinta e seis horas, em um espaço cedido pelo Posto de atendimento
ao trabalhador. Durante 12 encontros, cerca de 20 jovens, de 12 a 18 anos, em
regime de semiliberdade, foram assistidos.

5. DESENVOLVIMENTO

Como entender um fenômeno social, ajudando a partir da promoção de saúde?
Legitimar um jovem infrator como alguém que mereça morrer, é resultado da
indignação social sobre a segurança pública?

Os adolescentes sairão de lá, e voltarão ao ambiente favorecedor das experiências
vividas por eles. Diante de um mundo que não muda seus fundamentalismos tão
facilmente, se transformar em uma pessoa ‘’melhor’’ parecia ser uma opção, para
alguns, apesar do estigma.

O estigma é resultado de uma construção social, relacionado a algum estereotipo
considerado negativo e que praticamente desumaniza o seu portador (VIDAL, 2014,
p.15). Como falar características tão banais de si mesmo, se o estigma já diz tudo
sobre eles?

Tentando explicar causas da ‘‘delinquência’’, a autora Assis (1999) menciona
Herschi (1969), que diz que no nível sociopsicológico, o controle social é a principal
teoria explicativa. O autor salienta que a causa da delinquência juvenil está
relacionada a problemas na vinculação social do jovem a instituições como família,
escola e igreja que teriam por função, formar ou adaptar o indivíduo as normas
sociais.

Já que a família/sociedade não conseguir controla-los, as forças policiais, algumas
vezes, violentamente ou até mortalmente assumiam o papel, não apenas de controle
armado, mas de condenação perpetua.

No Brasil, segundo o XLVII do artigo 5° da Constituição Federal de 1988 não haverá
penas de morte, salvo em caso de guerra declarada, no entanto, isso não se aplica,
principalmente, a jovens negros e pardos, periféricos e de baixa renda, que a partir
de 1980, onde houve um crescimento da criminalidade violenta, as autoridades
policiais continuaram, mesmo após a era ditatorial, recorrer a um controle violento
para contenção do crime e nunca como antes se contabilizou tantos números de
civis mortos pelas forças policiais (NUNES, 2014).
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A relação, no entanto, é sem dúvidas, um fator importante para o desenvolvimento
psicossocial desses jovens. Mas como viver uma relação com o mundo e com a
sociedade que deseja a sua morte e inexistência?

6. RESULTADOS PRELIMINARES:

Apropriar-se de uma frase de efeito, defendido pelo senso comum, afeta os direitos
humanos básicos, a constituição federal e a reeducação dos jovens infratores, que
muitas vezes são estigmatizados. As medidas socioeducativas nem sempre são
meios definitivos de reinserção do jovem infrator no meio social, o papel da
sociedade, que se acha por via de regra, o portador da boa moral, é de, como ser
humano, olhar o outro com mais empatia e menos julgamentos.

7. FONTES CONSULTADAS

CZERESNIA, Dina; FREITAS, Carlos Machado de. Promoção de saúde: Conceitos,
reflexões, tendências. 2. ed. Rio de Janeiro: Fio Cruz, 2009. 229 p.

FUNDAÇÃO CASA. Acessória de Imprensa. Governo do Estado de São
Paulo. Fundação casa. 2014. Disponível em: <http://www.fundacaocasa.sp.gov.br>.
Acesso em: 19 maio 2018.

HIRSCHI, Travis. Causas da delinquência. 4. ed. Berkeley: Universidade da
California Press, 1969. APUD ASSIS, Simone G. Traçando caminhos numa
sociedade violenta: A vida de jovens infratores e seus irmãos não infratores. 20.
ed. Brasília: Fio Cruz Clavez/ Unesco/ Dca; Secretaria de Estado e Direitos
Humanos- Mj. Assistência Social, 1999. 238 p.

NUNES, Samira B. Bandido bom é bandido morto: Uma opção ideológica-
institucional da política de segurança pública na manutenção de padrões da atuação
violenta da polícia militar paulista CMAPG, São Paulo. 2014, 145 p.

VIDAL, Alex S. da, Adolescentes em medida socioeducativa: Um estudo sobre
estigma, UFRGS, Porto Alegre, 2014, 160p.

Leonardo, Léo, Lió, Irmão, Filho, Tio, Esposo e MEU PAI...

 

Meu pai, Leonardo Fernandes, nascido em Claraval no dia 27/10/1955, tinha recém completados seus 65 anos. Um homem muito trabalhador que tinha acabado de se aposentar, não tinha preguiça de ir na feira bem cedo e muito menos de preparar o nosso café da manhã. Com ele guardamos histórias incríveis que somente quem teve amizade/relação com ele possui. Sempre muito forte e sadio, gostava de provar sua saúde fazendo longas caminhadas e colecionava viagens de bicicleta pelo Japão. Costumava dizer que tinha que beber antes de comer e adorava uma fruta tropical tipicamente Brasileira. Ele que viveu boa parte da sua vida no Japão, terra da minha avó Missae, amava o Brasil. Gostava de estar junto a família e amigos, da culinária, da pamonha, do pão francês crocante, do café coado na hora e da comida feita pela minha mãe. Não gostava muito de cozinhar, mas em casa fez seu papel de pai perfeito. Ele não era apenas o provedor da família, mas também era o dono de casa, assim como minha mãe. Ele cozinhava, lavava e limpava toda a casa, até tudo estar perfeito. Não gostava de bagunça e dizia que se ninguém bagunçasse, não tinha sujeira pra ele limpar. Seu picolé favorito, limão cremoso, e foi o último que comemos juntos na nossa última viagem. Compartilhamos histórias da roça e de quando trabalhava com seu pai, meu avô. Ele amava a natureza e não podia ver água, parecia peixe. A sua história merece um livro, pai igual a você jamais vai existir. Você foi incrível e sua lição vai estar comigo pro resto da minha vida. Te amo meu amado pai, meu herói, o homem das nossas vidas. Um até breve porque no céu nos encontraremos.
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Vítima do Covid-19 ao 65 anos, sem comorbidades, mesmo com saúde de ferro, acabou nao resistindo.

Saudades...

 

Quanta saudades do meu pai, do meu amigo, conselheiro, dono do sorriso mais sincero do mundo, das conversas francas, das piadas sem graça, do cafezinho, do agrado de pai, do abraço, do cheiro, do cafune, da proteção, do amor, do carinho, da felicidade, dele me chamar de Haninha, dele me chamar...
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Eu trocaria minha vida pela sua... Eu daria qualquer coisa pra ter vc aqui comigo... Uma hora dessas vc ia estar aqui comigo na sala da minha casa, escolhendo um filme pra assistir, bebendo, comendo, conversando, com as pernas cruzadas ou deitado no sofá, com o sapato pra fora do sofá, bem naquele cantinho. Ia chamar a Mayumi de Titinha e com certeza reclamar de alguma coisa de forma engraçada... Ia se preocupar comigo e perguntar se a Mayumi tava bem, pq o nariz dela estava escorrendo, se o refrigerante na geladeira ia dar pra todo mundo, se a Mayumi tava com fome, se já tinha mamado, se o Carlos tava bem e já ia começar aquela zoação toda,, que saudade, que dor...
Eu sinto tanto a sua falta...
A vida já não tem tanta graça.

No azul do mar...

 

É no azul do mar, onde consigo enxergar seu sorriso.
No barulho dele, é possível encontrar resquícios do seu riso.
As mesmas ondas que te levaram pra longe, são as que te trazem através das melhores lembranças que tenho de você.
O céu tão firme, tão lindo e tão sagaz, me remete sua alegria em viver e, ao mesmo tempo tudo que deixou pra trás.
O sol me abraça com seu calor, consolando a infinita dor no peito que assola a alma.
Talvez posso te encontrar nas sombras das montanhas porosas ao redor da praia ?
Ou quem sabe, te sentir no vento que faz os meus cabelos voarem.
Posso até sentir aquela mesma sensação de te abraçar, quando as ondas baterem bem suave no peito?
Os olhos embaçados de choro, faz com que eu consiga te enxergar de longe, em uma brisa no fim do horizonte. Eu corro, mas nunca consigo chegar perto, o desespero corrói a alma e a loucura parece confundir os meus sentidos.
Eu posso ver você gritando por mim, mas não consigo chegar a tempo de pegar na sua mão, afinal, você está no fim do horizonte...
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Hoje faz 1 ano do dia mais triste da minha vida.
Pq vc se foi ? Pq deixou seus sonhos e planos pra trás ? Pq levou a alegria e nos deixou com a tristeza profunda em não tê-lo aqui conosco? Eu não entendo, como o mundo pôde ser tão cruel comigo, em ter tirado o meu pai, o meu amado pai, o amor da minha vida, meu alicerce, minha força, minha proteção e o meu herói.
Se eu pudesse ter mais um pouquinho de tempo com vc, eu gritaria aos 4 ventos pra te dizer tudo que está no peito, o quanto te amo e te admiro, o quanto eu sinto sua falta e como você foi e é o melhor pai do mundo.
Pai, eu sou tão grata por ser sua filha, mas sinto tanto em não ter tido mais tempo com você. Em tudo eu te vejo, eu te vejo. Nas alegrias e no quanto vc se sentiria feliz em ver as minhas realizações, nas tristezas e no quanto vc estaria ao meu lado pra me ajudar... Enfim, eu sinto sua falta, é inconsolável, é indescritível, é uma dor sem fim, parece que nunca vai cessar, e realmente não vai, pq quem te conheceu, nunca vai te esquecer.
Eu te amo...

P.A.I

 

Pai (Hanna Kita)
P. A. I.
Pai, me dá só 10 minutos
Pra te dizer os meus sentimentos
Pra ouvir seus conselhos
E me sentir protegida de tudo
Pai, me da mais 1 hora
Pra não ver você indo embora
E me consolar em seus abraços
Sentir você do meu lado
Pai, me da mais um dia
Pra te encher de alegria
Ficar contigo
E aproveitar cada segundo
Pai, me da mais uma semana
Pra me aventurar nos seus pensamentos
Preservar cada momento
Em poder te ter ao meu lado
Pai, me dá mais um mês
Pra você se sentir mais importante
Pra te salvar dessa destino
Pra viajar pra outro lado do mundo
Pai, me dá mais um ano
Pra mudar a sua história
Não te perder pra nenhuma glória
E ter você comigo vendo sua neta se tornar mulher
Pai, não vai embora
Temos tanto pra viver
Tantos lugares pra conhecer
Tanta beleza pra se ver
Tantas experiências a fazer
Queria poder lhe dizer
O quanto você foi incrível
E deixar bem claro meu amor infinito
Que eu senti cada segundo nesse mundo
A sua existencia não se faz mais presente
O mundo não se sente contente
Em perder alguém tão decente
Em meio a tanta desgraça de gente incompetente
Por favor, pai
Me da mais uma chance
Não vai embora
Fica aqui comigo, pai, por favor.
Uma singela homenagem ao meu pai, Leonardo Fernandes , o dono do conselho mais sincero, da amizade mais leal, do trabalho mais honesto e do coração integro e da personalidade mais honrosa. O meu PAI!